• Home
  • Sobre nós
    • A nossa história
    • A nossa equipa
  • Media
    • Artigos Técnicos
    • Clientes com história
    • A Terra e os Homens
    • Noticias
    • Notas de Imprensa
    • Newsletters
  • Áreas de trabalho
    • Agroeconomia
      • Apresentação
      • Soluções
      • Portfolio
    • Qualidade
      • Apresentação
      • Soluções
      • Portfolio
    • Sustentabilidade
      • Apresentação
      • Serviços
      • Produtos
      • Portfólio
    • Floresta
      • Apresentação
      • Soluções
      • Portfólio
    • Internacional
      • Apresentação
      • Soluções
      • Portfólio – Angola
      • Portfólio – Moçambique
      • Portfólio – S. Tomé e Príncipe
      • Portfólio – Brasil
    • Responsabilidade Social
      • Apresentação
      • Projecto Associação Novo Futuro
      • Projecto MyFarm
  • Clientes
    • Agroeconomia
    • Qualidade
    • Floresta
    • Internacional
    • Testemunhos
  • Contactos
  • Português

Reforma da PAC: as propostas da Comissão serão assim tão negativas?

20 Fevereiro, 2026Nuno Ramos MADDE

As propostas da Comissão Europeia para a reforma da PAC pós-2027 fizeram soar um sinal de alerta. O clima é de pessimismo: uma perda de identidade irremediável, uma “renacionalização” perigosa e a fragmentação do carácter comum da PAC. Marcam o fim da agricultura como um setor isolado em “bolhas” produtivas e “bolhas” ambientais, que se fundem numa visão rural integrada. A criação do Fundo Único — que funde os fundos agrícolas com o fundo da coesão — é a manifestação institucional desta mudança.

A transição para uma “PARC” (Política Agrícola e Rural Comum) valida uma tese sociológica relevante nos dias atuais: nos países desenvolvidos a agricultura já não hegemoniza a utilização do espaço, e as preocupações ambientais e com a gestão dos territórios sobrepõem-se ao risco da escassez.

O novo Fundo Único para a realidade específica de Portugal propõe um envelope de 31,6 mil milhões de euros: 7,4 mil milhões de euros para a agricultura (23%), 16,1 mil milhões de euros para a Coesão (51%) e 8,1 mil milhões de euros de componente autónoma (26%). Portugal manterá o valor nominal do orçamento agrícola de 2027 se o Governo decidir alocar 30% da sua componente autónoma à Agricultura. O financiamento da PAC depende pois, agora mais do que nunca, da vontade política nacional e não de imposições cegas de Bruxelas.

Desaparece o atual emaranhado de apoios (Pagamento Base, Redistributivo, Jovens Agricultores) e institui-se o “apoio degressivo ao rendimento com base na área elegível”. É um apoio com valores médios europeus entre 130€ e 240€/ha que estabelece um teto obrigatório de 100 mil euros, com degressividade a partir dos 20 mil euros.

As medidas ambientais passam a exigir uma contribuição nacional mínima de 30%. Existe um risco de que os Estados-Membros subfinanciem estas medidas, reduzindo a ambição ambiental da PAC em favor de intervenções que não exijam esforço do OE.

A criação do Fundo Único e do Plano de Parceria Nacional e Regional (PPNR) altera o centro de gravidade do poder: as decisões estratégicas da PAC passam para o Conselho dos Assuntos Gerais. Dilui-se o poder de influência das estruturas agrícolas tradicionais. A agricultura passará a competir diretamente com as pastas da Coesão e do Desenvolvimento Regional pela alocação de verbas. Ao setor agrícola exigir-se-á uma competência técnica e argumentativa muito superior.

A PAC é transferida para a responsabilidade direta dos Estados-Membros. O carácter “comum” mantém-se nos objetivos, mas a eficácia da política dependerá da inteligência de cada Governo. É um desafio técnico e político sem precedentes. Estará Portugal preparado para ele?

Ler o artigo completo em formato PDF


Francisco Avillez
Professor Catedrático Emérito do ISA/UL e Coordenador Científico da AGROGES

Artigo anterior A PAC e a agricultura portuguesa nos 40 anos após a adesão Artigo seguinte Carne de bovino em Portugal: dinâmica de oferta, comércio externo e formação de preços (2019–2025)

Recentes

  • Quando há mais madeira, mas menos floresta
  • Fazem sentido as práticas de agricultura regenerativa nas culturas permanentes?
  • Os produtores agrícolas portugueses são dos que na UE-27 menos beneficiam dos apoios directos ao rendimento em vigor na PAC
  • Carne de bovino em Portugal: dinâmica de oferta, comércio externo e formação de preços (2019–2025)
  • Reforma da PAC: as propostas da Comissão serão assim tão negativas?

Categorias

  • A Terra e os Homens
  • Artigos
  • Clientes com História
  • Notícias
  • Sem categoria

Sobre nós

A nossa história

A nossa equipa

Ajuda

Política de Privacidade

Artigos recentes

  • Quando há mais madeira, mas menos floresta 6 Abril, 2026
  • Fazem sentido as práticas de agricultura regenerativa nas culturas permanentes? 26 Março, 2026

Contactos

Rua Cova da Moura, nº2, 3º esq 1350-117 Lisboa
+351 214 847 440
mail@agroges.pt

© Dev by L-W